Afluência às urnas até às 16h00 foi de 45,50 por cento
O responsável afirmou ainda que a votação está a decorrer “sem qualquer problema” e que “não chegou à Comissão Nacional de Eleições nenhuma indicação de incidentes de maior”.
Ramalho Eanes assinala importância das eleições em situação "muito má"
No momento de votar, no Beato, em Lisboa, o antigo presidente da República Ramalho Eanes quis apelar ao voto, mostrando-se preocupado com a abstenção.
Foto: António Antunes - RTP
"Além disso, temos uma fragmentação partidária excessiva e isso prejudica o encontro de consensos que permite responder melhor às diferentes situações graves e depois temos ainda a situação europeia e a situação geopolítica mundial", prosseguiu.
A situação europeia, apontou, "exige meios para constituir forças armadas, meios financeiros para a Ucrânia. É uma situação realmente grave".
APA nega acusação de questões administrativas
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) rejeitou hoje a responsabilidade de falta de energia por questões administrativas, que diz dever-se apenas a danos na estação de bombagem, na sequência da acusação do presidente da Câmara de Montemor-o-Velho.
"Não corresponde à verdade que a falta de energia ou a sua reposição se tenham ficado a dever a quaisquer razões de natureza administrativa, da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente", lê-se num comunicado deste organismo público enviado à agência Lusa.
No documento, a APA indicou que "a linha de alimentação de energia elétrica da Estação de Bombagem foi danificada na sequência da passagem da tempestade Kristin, comprometendo o funcionamento dos respetivos equipamentos".
"Acresce que as características dos equipamentos da referida estação inviabilizam o recurso a fontes alternativas de alimentação de energia, nomeadamente a utilização de geradores", referiu.
Segundo a APA, desde a ocorrência, "têm sido desenvolvidos todos os esforços para a reposição do fornecimento de energia à Estação de Bombagem, em articulação e com o máximo empenho de todas as entidades envolvidas".
"A APA, em conjunto com as demais entidades, tem desenvolvido um esforço significativo de gestão do Sistema Hidráulico do Mondego durante este período. Esse esforço, que se iniciou semanas antes das tempestades que assolaram o país, contribuiu para impedir que as cheias tivessem consequências mais graves para pessoas e bens", escreveu no documento no qual assume que "todas as entidades continuam empenhadas, na resolução desta situação" de cheias.
O comunicado de imprensa da APA foi enviado à agência Lusa depois de ter noticiado que o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, acusava a agência de não deixar ligar a bombagem que permitiria retirar a água acumulada naquele município do Baixo Mondego, considerando "vergonhosa" a "inoperância" da autoridade ambiental.
A acusação de José Veríssimo, hoje, surgiu na sequência da questão levantada pela agência Lusa se já estava em funcionamento a única bomba instalada nas comportas do Foja, a jusante de Montemor-o-Velho e da povoação da Ereira, isto depois de as autoridades terem estado vários dias a tentar ligar o equipamento.
José Veríssimo começou por dizer não querer falar sobre o assunto, classificando-o de "mais uma vergonha", mas acabou por falar numa alegada "falta de autorização" da APA para "ligar" a bombagem.
"Infelizmente as pessoas continuam sentadas na cadeira e não querem resolver os problemas", acusou o autarca.
Na noite de sábado a água acumulada nos campos agrícolas do vale central do Mondego chegou ao centro de Montemor-o-Velho, cortando algumas ruas, já depois de ter isolado, desde quarta-feira, a localidade da Ereira.
Numa nota de imprensa enviada esta tarde à agência Lusa, o presidente de Montemor-o-Velho insistiu na "necessidade de resolução urgente da situação que se verifica na Estação de Bombagem do Foja, nomeadamente a falta de energia elétrica que impede o normal funcionamento do equipamento".
Uma insistência que tem concretizado no "contacto direto e permanente" com o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, e com a APA.
Na nota, o autarca reforçou que o concelho de Montemor-o-Velho se encontra atualmente em estado de calamidade, registando-se uma situação particularmente grave no território, com a população de Ereira completamente isolada, fortes condicionamentos nos acessos às freguesias da margem esquerda do rio Mondego, zonas ribeirinhas inundadas e a água já a atingir a vila de Montemor-o-Velho.
"A reposição do funcionamento da Estação de Bombagem do Foja assume-se, por isso, como uma medida urgente e determinante para a mitigação da situação de cheia que o concelho atravessa", realçou.
José Veríssimo sublinhou que "as bombas se encontram no local, prontas a ser instaladas, sendo por isso absolutamente urgente a concretização da ligação de energia elétrica que permita a sua entrada em funcionamento".
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Número de pessoas deslocadas aumenta para 82
O número de pessoas deslocadas das suas casas devido ao mau tempo no concelho de Leiria aumentou para 82, revelou hoje à agência Lusa a vereadora Ana Valentim.
"Temos uma atualização do número de pessoas deslocadas e que se encontram nas nossas estruturas de alojamento de emergência. O levantamento que efetuámos são 82 pessoas que estamos a acompanhar, tanto a nível social, como a nível psicológico", disse Ana Valentim.
De acordo com a autarca, "o objetivo é algumas destas pessoas transitarem para casas modulares até conseguirem a reabilitação das suas habitações".
Desde que a depressão Kristin atingiu o concelho, no dia 28 de janeiro, e até 01 de fevereiro, a autarquia tinha realojado 28 pessoas, em lares, numa coletividade e numa casa municipal na Barreira.
"O número tem vindo a aumentar, na sequência também daquilo que foi o agravamento das condições meteorológicas", declarou Ana Valentim, explicando que, como medida preventiva, moradores que habitavam casas que estavam em risco foram retirados.
A vereadora com o pelouro do Desenvolvimento Social adiantou que só esta noite "14 pessoas tiveram de sair das suas casas" como medida preventiva.
"Neste momento, estamos a fazer a avaliação da casa, [para ver] se as famílias podem ou não voltar", declarou, garantindo que o município assegura alimentação e outras necessidades
As estruturas de acolhimento de emergência da Câmara estão localizadas na Barreira, Salão Paroquial de Cruz d`Areia, Junta de Freguesia de Leiria e numa coletividade nos Pousos.
Segundo informaçao da Câmara, dos 82 munícipes deslocados das suas habitações, 49 são de Leiria, 21 de Souto da Carpalhosa e 12 de Colmeias.
Na semana passada, o presidente do município, Gonçalo Lopes, anunciou que a autarquia comprou 30 casas prefabricadas para instalar pessoas cujas habitações ficaram sem condições de habitabilidade devido ao mau tempo.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde o dia 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Alvaiázere cria Fundo Municipal de Emergência
A Câmara de Alvaiázere aprovou um Fundo Municipal de Emergência, no montante inicial de meio milhão de euros, complementar aos seguros e ajudas do Estado, destinado a famílias e empresas afetadas pelo mau tempo, foi hoje anunciado.
"A Câmara Municipal da Alvaiázere reuniu-se na passada sexta-feira, para aprovar uma revisão orçamental com várias alterações, mas da qual destacamos a criação do Fundo Municipal de Emergência, para fazer face aos danos provocados nas famílias e nas empresas do concelho" devido ao mau tempo, afirmou hoje à agência Lusa João Paulo Guerreiro, presidente do município do distrito de Leiria gravemente afetado pelo mau tempo.
Segundo João Paulo Guerreiro, a verba "poderá, no futuro, vir a ser reforçada, conforme as necessidades".
"Vamos, entretanto, apresentar à Assembleia Municipal na próxima sexta-feira para aprovação, mas acreditamos que tudo será aprovado", declarou, referindo que decorrem as ações para operacionalizar e regulamentar a medida.
O autarca salientou que o fundo, 400 mil euros para famílias e 100 mil euros para empresas, "será sempre complementar" aos apoios dos seguros e do Estado.
Destacando que o município "já destinou do seu próprio orçamento meio milhão de euros", João Paulo Guerreiro reiterou a disponibilidade do executivo para aumentar o fundo caso haja "necessidade de reforço" e dentro das "possibilidades orçamentais" da autarquia.
O presidente da Câmara justificou a iniciativa face à "enormidade dos danos provocados em Alvaiázere por esta catástrofe".
No sábado, em declarações à agência Lusa, João Paulo Guerreiro declarou que a quase totalidade das casas de primeira habitação no concelho sofreu danos.
"O nosso parque habitacional, em termos de casas de primeira habitação, são cerca de 3.500. De uma forma ou de outra, eu diria que 3.499 tiveram algum tipo de dano. Eu ainda não vi nenhuma que não tivesse sofrido um dano mais ligeiro ou mais grave", afirmou João Paulo Guerreiro.
O autarca admitiu que possa existir "alguma habitação que não tenha sofrido danos", mas confessou não ter ainda encontrado.
"Tivemos uma devastação de mais de 95% das nossas infraestruturas, sejam habitações, sejam empresas, sejam edifícios públicos", assinalou ainda.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde o dia 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
48 municípios estão em situação de contingência até ao dia 15
De acordo com o despacho, publicado em Diário da República no sábado, a situação de contingência para estes 48 municípios está em vigor desde as 00h00 de quinta-feira, dia 5, e o dia 15 de fevereiro.
Queda parcial de habitação deixa cinco pessoas desalojadas em Coimbra
Segundo a mesma fonte, com a "ruína parcial da habitação, um agregado familiar, composto por cinco pessoas, uma delas grávida, ficou desalojada", sendo que uma pessoa vai, para casa de familiares.
"Os quatro elementos estão instalados numa unidade hoteleira e, na terça-feira, irão para instalações da Santa Casa da Misericórdia em São Martinho do Bispo", um realojamento contratado pela Câmara Municipal de Coimbra.
A habitação ruiu na localidade de Fala, na União das Freguesias de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades, no concelho de Coimbra.
Segundo a fonte, o agregado familiar vai, "mal seja possível, para uma casa perto da sua que está a ser arranjada, e onde ficarão até a sua habitação estar devidamente reparada e segura".
"Seguros ativados, estamos a apoiar a família a encontrar a solução mais confortável no imediato", acrescentou a fonte do município de Coimbra.
Tejo sobe e atinge 7.839 m³/s em Almourol
Segundo o presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil de Santarém, Manuel Jorge Valamatos, a maior fatia deste valor resulta das descargas das barragens a montante --- Fratel (4.611 m³/s), Castelo de Bode (880 m³/s) e Pracana (300 m³/s), num total de 5.790 m³/s --- às quais se somam cerca de 2.000 m³/s provenientes das ribeiras, fixando o acumulado em 7.839 m³/s na leitura das 11:00.
Estes valores refletem um aumento de cerca de 800 m³/s face à estabilização de sábado, em torno dos 7.000 m³/s, verificando-se uma tendência para estabilização ao longo das próximas horas, dependente da evolução da precipitação e do ajuste operacional nas albufeiras, acrescentou a mesma fonte.
Manuel Jorge Valamatos destacou ainda que o comportamento das ribeiras tem sido particularmente positivo, contribuindo para aliviar a pressão sobre o Tejo e também sobre o Zêzere.
"As ribeiras têm conseguido largar bastante água e diminuir os seus caudais, e isso manifesta-se no Tejo e na junção com o Zêzere", afirmou, sublinhando que este fenómeno ajuda a criar "uma situação mais estável", sobretudo num contexto em que as condições meteorológicas começam a dar sinais de melhoria.
Segundo informações transmitidas pela Agência Portuguesa do Ambiente à estrutura distrital, a chuva deverá diminuir "de forma significativa" ao longo do dia de hoje.
"A tendência é para que se mantenham os níveis das descargas, de forma a que as barragens possam fazer o seu encaixe para dias mais chuvosos que, infelizmente, se avizinham", acrescentou Manuel Jorge Valamatos.
Apesar de o comportamento do Tejo ser, nesta fase, mais favorável do que nos momentos mais críticos da cheia, em que se registaram valores de 8.000 m³/s em Abrantes, no distrito de Santarém continuam a registar-se ocorrências relacionadas com os efeitos acumulados da chuva e da saturação dos solos.
Segundo o responsável da Proteção Civil, existem ainda situações associadas a quedas de árvores e derrocadas, que continuam a exigir acompanhamento permanente das equipas no terreno.
"A situação está mais tranquila, mas temos de estar todos muito atentos e acompanhar a todo o momento", alertou.
O responsável reforçou ainda que a diminuição da chuva será crucial para que ribeiras e barragens recuperem capacidade de armazenamento, contribuindo para estabilizar os caudais do Tejo nas próximas horas.
E-Redes vai remeter às câmaras clientes sem energia, `media` excluídos
A E-Redes vai remeter às câmaras municipais o número de clientes sem energia na sequência do mau tempo, mas os órgãos de comunicação social estão excluídos desta informação, segundo fonte oficial da empresa.
"Os números por concelho serão divulgados às Câmaras Municipais assim que os tivermos", declarou à agência Lusa fonte oficial da E-Redes, a principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão.
A mesma fonte oficial adiantou que "à comunicação social não há números por concelho", com a empresa a assegurar que "o número de clientes com eletricidade reposta está a aumentar".
"A E-Redes, sempre que tiver números disponíveis relativos à reposição da energia elétrica a nível nacional e, concretamente, das zonas mais afetadas pela depressão Kristin, vai divulgar aos meios de comunicação social como tem sido feito até agora", declarou.
De acordo com informação enviada esta manhã aos `media`, às 08:00 de hoje a E-Redes tinha por alimentar cerca de 66 mil clientes na zona da depressão Kristin e um total de 76 mil clientes em todo o território continental.
No sábado, a câmara e as 20 juntas de freguesia de Leiria criticaram "a falta de informação objetiva, atualizada e acessível" da E-Redes.
Numa carta aberta dirigida ao presidente do conselho de administração da E-Redes e lida nesse dia pelo presidente do Município de Leiria, Gonçalo Lopes, os subscritores reconhecem "o esforço técnico das equipas no terreno", mas defendem que, "num contexto de emergência, sendo a E-Redes um operador de serviço público essencial, a comunicação, a proximidade e o respeito pelas populações são responsabilidades tão relevantes quanto a intervenção técnica".
Nesse sentido, os autarcas de Leiria defendem que "as populações têm o direito de saber qual o ponto de situação concreto em cada freguesia" ou que "prazos previsíveis estão a ser considerados para a reposição do serviço".
Os munícipes também têm direito de saber que "critérios orientam as prioridades de intervenção, que constrangimentos técnicos subsistem e que soluções estão a ser adotadas para os ultrapassar e que medidas de mitigação estão a ser acionadas para apoiar as populações enquanto a reposição não é possível", de acordo com a carta aberta.
Já hoje, o presidente do Município da Marinha Grande (Leiria), Paulo Vicente, acusou a E-Redes de estar a retroceder na reposição do fornecimento de energia elétrica ao concelho.
"Este domingo, 08 de fevereiro, 27% da população do concelho permanece sem energia elétrica, o que representa 6.812 clientes ainda afetados. Em 05 de fevereiro, encontravam-se cerca de 15% dos habitantes do concelho sem eletricidade (aproximadamente 3.900 clientes)", lê-se na nota de imprensa.
Face à gravidade da situação, a câmara exige "a reposição urgente e completa do abastecimento elétrico em todas as localidades do concelho" e "transparência na comunicação sobre os prazos de resolução e equipas no terreno".
A Câmara reclama também "reforço imediato dos meios operacionais, dada a persistência de situações prolongadas e inaceitáveis", e a "assunção das responsabilidades aplicáveis, pelos danos materiais causados a famílias e empresas".
Catorze pessoas morreram em Portugal desde o dia 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Câmara de Caminha alerta para risco de derrocada do Paredão de Moledo
O Paredão de Moledo, no concelho de Caminha, cujos passeios tinham parcialmente colapsado, encontra-se em "risco real de derrocada", informou hoje a autarquia do distrito de Viana do Castelo.
"A situação no Paredão de Moledo agravou-se consideravelmente nas últimas horas, verificando-se um risco real de derrocada, em particular na extremidade norte da estrutura", alertou hoje o município de Caminha na sua página de Facebook.
No sábado, a autarquia interditou a passagem neste paredão devido ao "colapso de partes do passeio", uma vez que "a ação do mar originou a escavação da areia sob a estrutura, deixando o pavimento suspenso e sem suporte adequado".
"Face ao risco iminente de queda de novos blocos e do próprio pavimento, mantém-se interdita a circulação de viaturas e pessoas nas zonas do paredão", informou hoje o município, que especificou que a "extremidade norte tem sido a mais afetada pela forte agitação marítima, com deslocação de pedras de grandes dimensões e destruição da base de proteção".
É feito um apelo à população para que respeitem as interdições feitas nesta zona, enquanto não é possível garantir "as condições de segurança".
Voluntários de Vale da Pedra levam ajuda a Valada do Ribatejo
Dezenas de voluntários da freguesia de Vale da Pedra, no Cartaxo, levaram alimentos, produtos de higiene, mantas e lonas para Valada do Ribatejo, uma aldeia vizinha que está há vários dias isolada por causa das inundações.
Seguradoras devem ser contactadas com urgência
Quem tiver bens afetados pelo mau tempo tem oito dias para ativar os seguros.
Desalojados e estradas destruídas em Arruda dos Vinhos
Há estradas destruídas e casas em risco de desabamento em Arruda dos Vinhos. Mais de quarenta pessoas estão desalojadas.
Portugueses elegem hoje o novo presidente da República
António José Seguro e André Ventura já exerceram o seu direito de voto, assim como praticamente todos os líderes partidários e o próprio presidente cessante, Marcelo Rebelo de Sousa.
Marcelo apela ao voto pela "renovação das pessoas"
O presidente da República cessante falou da importância do voto deste domingo: pela "renovação das pessoas" em democracia; dado o momento difícil que o país está a viver; o marco de um ciclo de cinco anos complexos pelo mundo.
Alcácer do Sal voltou a acordar inundada
As descargas nas barragens voltaram a inundar a baixa de Alcácer do Sal. Os trabalhos de limpeza, que foram interrompidos durante o início da manhã, foram retomados.
Os empresários da marginal não estavam a prever que o Sado voltasse a sair das margens.
Votação marcada pela normalidade
Onze milhões de eleitores decidem nesta segunda volta quem é o próximo presidente da República. Não há registo de incidentes e até o Sol apareceu em boa parte do país.
Voto adiado uma semana para 37 mil eleitores
Oito concelhos pediram o adiamento mas apenas em três é que não há assembleia eleitoral em nenhuma freguesia: Alcácer do Sal, Golegã e Arruda dos Vinhos.
Apesar do desagravamento nas últimas horas "a situação mantém-se crítica"
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou hoje que apesar do desagravamento meteorológico das últimas horas "a situação continua bastante crítica" em relação a risco de cheias, pela saturação de solos a albufeiras em níveis máximos.
"Eu quero alertar toda a população portuguesa que a situação continua bastante crítica com todas as albufeiras nos seus níveis máximos de armazenamento e, portanto, estas condições meteorológicas para o final do dia de hoje, madrugada de segunda-feira e para dia 10, terça-feira, onde está previsto mais um episódio meteorológico, [que] poderá ter alguma severidade, continuam a ser críticas e a manter-nos todos em profunda situação de alerta", disse o comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre.
No `briefing` das 12:00 sobre o ponto de situação na prevenção e apoio às zonas e populações afetadas pelo mau tempo, na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras, o comandante nacional alertou para novo agravamento a partir do final da tarde de hoje e para a possibilidade de precipitação forte nos distritos litorais do continente até Aveiro, "que poderá ser para aviso amarelo em algumas zonas".
"Este aparente desagravamento da situação meteorológica durante o dia de hoje não significa uma passagem do risco. Portanto, nós continuamos com risco elevado devido às inundações, não é a precipitação em si ou os fenómenos de precipitação, não é a chuva que nos vai causar problemas significativos, é a saturação dos solos e as zonas que já estão inundadas", explicou o comandante nacional.
Às 12:00 de hoje a Proteção Civil registava 11.213 ocorrências desde as 16:00 de 01 de fevereiro (domingo passado) e pelo menos 1.272 deslocados desde as 16:00 de 27 de janeiro (chegada da depressão Kristin a Portugal), sobretudo devido a deslizamentos de terras, "a situação que mais desalojados está a criar", sublinhou Mário Silvestre, que pediu especial atenção das populações a eventuais situações de risco.
O risco mais significativo de inundações regista-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, sendo que no Tejo o plano especial para as cheias se mantém no nível vermelho. Mário Silvestre adiantou também que há oito planos distritais de proteção civil ativados e 92 municipais, e 19 situações de alerta por parte dos municípios.
A Proteção Civil mantém-se em nível de prontidão máximo (nível 4) até às 23:59 de segunda-feira, altura em que será feita uma reavaliação desse nível para os dias seguintes.
O fornecimento de energia ainda não foi restabelecido para 76 mil pessoas, segundo números da E-Redes de hoje de manhã, e Mário Silvestre referiu que, desses, 66 mil são consequência direta da passagem da depressão Kristin pela zona centro.
Mário Silvestre voltou a reforçar recomendações de prevenção e proteção às populações, apelando para que se mantenham longe dos cursos de água e que não atravessem zonas inundadas, nem de carro nem a pé, sublinhando que 30 centímetros de água são suficientes para provocar o arrastamento de pessoas.
O responsável apelou para que se alertem as autoridades para situações de fissuras recentes no solo, quedas de árvores ou deslizamentos de terras.
Últimos números da CNE
Escolas no concelho de Ansião reabrem na segunda-feira
As escolas do concelho de Ansião, no distrito de Leiria, reabrem na segunda-feira, após quase duas semanas fechadas devido à depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Jorge Cancelinha.
"Amanhã [segunda-feira], reiniciarão as aulas, com a normalidade possível, garantindo a eletricidade em todas as escolas, mas ainda há muitos testes de rede a acontecerem e, portanto, poderá haver períodos em que a eletricidade falhe", afirmou Jorge Cancelinha.
O concelho tem 11 escolas com 2.100 alunos, para os quais os transportes estão garantidos.
"O regresso à normalidade vai-se fazendo, faseadamente, com a abertura das escolas, assim como também já abrimos a piscina municipal na semana passada", disse o autarca, esclarecendo que a maioria dos equipamentos desportivos "também já está a funcionar", mas o pavilhão gimnodesportivo vai manter-se fechado até ser resolvida a questão da cobertura.
O presidente do município garantiu que, no que diz respeito à ação municipal, tem sido "dado tudo e feito tudo" para o regresso à normalidade, mas há situações que aguardam resolução por parte de entidades externas.
Neste caso, apontou o trabalho das equipas da E-Redes que, "nos últimos dois dias, têm avançado muito devagarinho", considerou.
"Continuamos a ter cerca de mil clientes ou mil casas que não têm eletricidade", declarou, admitindo que, 12 dias depois de a depressão Kristin ter atingido o concelho, "começa a ser desesperante para estas pessoas".
Para os munícipes afetados pelo mau tempo, um grupo de mais de cem voluntários do concelho, sob o lema "Ansião Acompanha", está a percorrer o concelho, para "perceber se não fica ninguém para trás, se toda a gente tem o acompanhamento devido" ou se há necessidades, alimentar ou de outra ordem, realçou o presidente do Município de Ansião.
"Esses voluntários estiveram ontem [sábado] todo o dia no terreno e hoje de manhã continuam, visitando, essencialmente, as pessoas que não têm luz em casa e casos de vulnerabilidade social", prosseguiu.
Sem data para reabrir, está também a Mata Municipal, "no coração de Ansião", dada a situação "muito grave" em que se encontra.
"Ficou completamente devastada", pelo que o município vai ter de "pensar num projeto paisagista para este espaço, para lhe devolver a dignidade", adiantou Jorge Cancelinha.
Líder do BE espera novo PR "alinhado com batalha da democracia"
O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), José Manuel Pureza, destacou a importância de votar nas eleições de hoje e disse esperar que o novo Presidente "esteja alinhado com a batalha pela democracia".
"Estas eleições são um momento democrático muito importante e, por isso, o voto de toda a gente é igualmente muito importante e, portanto, com um sentido de reforço da democracia", disse José Manuel Pureza à agência Lusa, depois de votar, em Coimbra, para a segunda volta das presidenciais de hoje.
Nestas eleições, "de uma maneira especial, está em causa a luta pelos direitos, pela vida digna para toda a gente", acrescentou, expressando um desejo: "Espero, muito convictamente, que tenhamos um Presidente da República que esteja alinhado com essa batalha pela democracia".
José Manuel Pureza sublinhou que as eleições decorrem num "contexto de desastre para muitas pessoas" e disse esperar que os portugueses, "pese embora tudo quanto está a acontecer", se mobilizem para votar.
Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.
No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura, 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.
Porto de Mós tem cerca de cinco milhões de euros de danos em espaços e edifícios públicos
O concelho de Porto de Mós, no distrito de Leiria, teve cerca de cinco milhões de euros (ME) de prejuízos em edifícios e espaços públicos, devido ao mau tempo registado nos últimos dias, revelou hoje o presidente da Câmara Municipal.
Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vale, indicou que, apesar de o levantamento dos danos continuar a ser feito pelo município, "uma estimativa por alto" aponta que os estragos causados em espaços e estruturas públicas estejam na ordem dos cinco milhões de euros.
Além disso, "mais de 200 pessoas manifestaram prejuízos nas suas habitações e também uma série de empresas, ligadas quer à indústria, quer aos serviços, tiveram prejuízos", acrescentou.
No sábado, devido à passagem da depressão Marta por Portugal continental, o número de clientes da E-Redes sem energia elétrica em Porto de Mós "aumentou de uma forma mais ou menos significativa", passando de 750 para cerca de 1.800, apesar de algumas situações já terem sido resolvidas.
Centenas de portugueses fazem fila em Paris para votar e prevê-se participação histórica
Centenas de portugueses estão hoje a convergir para o consulado de Portugal em Paris para votar na segunda volta das presidenciais, com vários a exercerem pela primeira vez o seu direito de voto, prevendo-se uma participação historicamente elevada.
Jovens e idosos, sozinhos ou em família, são várias as centenas de portugueses que se estão a dirigir hoje até ao Consulado-Geral de Portugal em Paris para votar na segunda volta das eleições presidenciais, formando uma fila que, por volta 12:00 (11:00 de Lisboa), percorria toda a rua e chegava até à esquina, motivando olhares, fotografias e perguntas de parisienses curiosos.
Entre estes portugueses animados por virem exercer o seu direito de voto, estava um grupo de 35 `motards` que, com casacos de cabedal, capacetes com as cores nacionais e bandeiras de Portugal a esvoaçaram na traseira dos seus modelos coloridos da marca portuguesa Famel, aproveitaram o dia de sol para fazer uma excursão entre amigos desde Choisy-le-Roi, nos arredores de Paris, que incluía uma ida ao consulado e, depois, um almoço.
"Viemos todos de moto. É um amigo que tem estas Famel todas e tem o prazer de tirar estas motinhas lindas. Não votamos sempre, mas hoje decidimos vir porque achamos que pode ser bom para o nosso país e para o futuro do nosso país", disse à Lusa Joaquim, de 61 anos, residente em Paris há 38 anos.
Como Joaquim, vários portugueses que decidiram vir hoje ao Consulado-Geral de Portugal em Paris não costumam votar em eleições portuguesas, e há mesmo quem esteja a exercer o seu direito de voto pela primeira vez, como Adília da Conceição, 85 anos, que, em 1970, com apenas 29 anos, chegou a Paris vinda de uma aldeia no distrito de Bragança.
Hoje, fez questão de vir pela primeira vez depositar um voto numa urna, porque quer garantir que quem procura Portugal para viver e trabalhar recebe o mesmo acolhimento que ela própria recebeu quando chegou a Paris há 56 anos.
"Não sou por aqueles que não gostam das pessoas, compreende? Fui muito bem acolhida em França. Gosto que o meu país seja igual, que acolha bem os outros", disse.
Rosa e Virgílio, habituados a votar por correspondência -- o que não é permitido nas eleições presidenciais --, também decidiram vir hoje votar presencialmente pela primeira vez, apesar de terem acordado cedo para fazer o percurso de mais de uma hora de carro desde Compiègne, onde vivem, a cerca de 90 quilómetros de Paris.
O motivo para terem decidido deslocar-se pela primeira vez até às urnas é simples: "Desta vez é importante votar para ver se o país muda".
"Preocupa-me muito o que se está a passar em Portugal e a estabilidade em Portugal. Somos portugueses, estamos fora, mas queremos sempre o melhor para o nosso país", afirmou Rosa, antes de aproveitar o dia de sol para ir dar um passeio com o marido pela capital francesa.
Nestas eleições presidenciais, que decorrem hoje em Portugal, os eleitores portugueses no estrangeiro podem votar tanto no sábado como no domingo e, em França, foram abertas mesas nos consulados de Paris, Tours e Orleães. Ao contrário das eleições legislativas, que permitem tanto o voto presencial como o voto postal, nas eleições presidenciais apenas é possível o voto presencial.
À Lusa, a cônsul-geral de Portugal em Paris, Mónica Lisboa, disse que, na primeira volta das eleições presidenciais, a afluência de portugueses às urnas na capital francesa já tinha sido expressiva, mas, hoje, está a ser "ainda maior".
"Até às 11:00, já votaram 1.700 pessoas em três horas. Entre ontem [sábado] e hoje, já votaram cinco mil eleitores. A primeira volta, no total, teve sete mil e qualquer coisa eleitores. Portanto, o número de votantes deverá ser ultrapassado", referiu.
Entre as razões que poderão também ter ajudado a que tantos portugueses decidissem vir às urnas, está o facto de estar um dia de sol e céu azul em Paris. Esse foi um dos motivos que levou Sílvio Évora, de 48 anos, a vir de bicicleta com a mulher e os dois filhos votar ao consulado, também para dar o exemplo aos mais jovens sobre a importância de votar.
"O mais velho tem 10 anos, já faz muitas perguntas e, portanto, era importante mostrar [como se vota] para ele perceber como é que se passa, como é que a gente decide", afirmou.
Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.
No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura, 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.
Depressão Marta provoca retrocesso na reposição de energia em Pombal
A queda de árvores na noite de hoje deitou abaixo fios de média tensão que já tinham sido repostos, provocando um retrocesso na reposição da energia elétrica no Município de Pombal, disse a vice-presidente da câmara, Isabel Marto.
"Tivemos mais umas quedas de árvores, desde ontem [sábado] com a depressão Marta que provocou um retrocesso na reposição da rede elétrica que, estamos a tentar compensar com geradores", disse à agência Lusa Isabel Marto.
A vice-presidente do Município de Pombal, no distrito de Leiria, indicou que, "mesmo antes desta nova depressão, já havia localidades em todas as freguesias do concelho sem energia" elétrica.
"Estamos a falar ao equivalente a 20% da população sem energia. Há um sentimento de abandono, porque são maioritariamente aldeias que já por si se dizem esquecidas e que não são tratadas como os outros. Há uma saturação nas pessoas", realçou.
Isabel Marto acrescentou que "só esta semana é que o `plano B` da E-Redes, o de colocar geradores para servir a população à espera do restabelecimento da rede, foi colocado em prática e, por isso, ainda não conseguiram chegar a todo o lado".
A vice-presidente lamentou ainda que "a baixa tensão não tenha sido reposta ao mesmo tempo em que andaram a reparar a média tensão e como não foi feito em paralelo com diferentes equipas, a média está em andamento e falta a baixa [tensão]".
"Foi um trabalho todo muito tardio que a depressão Marta veio atrasar mais", disse.
O setor das comunicações "é o que está mais atrasado" na reposição da normalidade no concelho de Pombal, porque "também não foi possível, até agora, falar com os responsáveis das operadoras, não há ninguém das administrações que se tenha deslocado" aos territórios afetados.
"Há equipas operacionais no terreno, mas não têm ordem de articular os trabalhos de reposição connosco e, portanto, surgem algumas aberrações como, por exemplo: repõem uma linha, mas há um trabalho de corte de árvores necessário que vai partir a linha, ou seja, não há uma articulação com o Município", lamentou.
Neste sentido, Isabel Marto disse que "a reposição está a ser muito lenta e a maior parte do território está sem comunicações" e, apesar de "o Município de Pombal ter colocado antenas, das disponíveis no mercado, o alcance é pequeno, de 100 metros".
Esta responsável adiantou que "uma operadora colocou uma estação móvel, que tem um raio de cinco quilómetros, mas é uma só estação de uma única operadora", apesar de reconhecer que "há torres a serem repostas, mas tudo ainda muito limitado".
Isabel Marto acrescentou que "como as operadores não explicam, também se desconhece qual o plano de reposição e, com isso, o tempo que vai demorar" para o concelho de Pombal ter a comunicação restabelecida.
"O que é também um problema, por exemplo, para a rede de águas, porque é preciso ter pessoas em cada um dos reservatórios a fazer a monitorização, porque não há sistema de comunicação", indicou.
A distribuição da água "já foi toda restabelecida, mas recorrendo a geradores, que são falíveis e, como tal, há quebras no abastecimento" e, atualmente, as equipas municipais "ainda procuram possíveis roturas que possa haver" nas habitações do concelho.
Até ao momento em que a vice-presidente da Câmara de Pombal falou com a agência Lusa, cerca das 11:45, Isabel Marto estava "sem qualquer indicação de danos em infraestruturas" provocadas pela depressão Marta.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
José Luís Carneiro afirma que votar é um "dever e uma responsabilidade"
O secretário-geral do PS votou no Porto e apelou ao voto nesta segunda volta das eleições presidenciais. José Luís Carneiro apelou ao voto que considera ser "um dever e uma responsabilidade. Um direito pelo qual muitas e mutos deram a sua própria vida".
Foto: Estela Silva - Lusa
No entanto, José Luís Carneiro recorda que há muitos eleitores que não vão poder exercer o seu direito de voto devido ao mau tempo e deixa "uma palavra de profunda solidariedade. Pessoas que têm as suas vidas destruídas" e que "estão a viver momentos muito difíceis".
Carneiro deixa ainda o "apelo para que todos se mobilizem para ir votar. todos aqueles que o podem fazer hoje e os que não poderem fazer hoje, poderão fazê-lo no próximo fim de semana, se as condições assim o permitirem".
Rui Tavares aponta eleição "em que tudo foi invulgar"
O líder do Livre considera que o escrutínio de hoje é tão mais importante quanto nem todos estão em condições de votar já este domingo e quem pode exercer esse direito de voto o deve fazer também por aqueles que terão de esperar uma semana para o realizar.
André Ventura tranquilo em "dia de fazer a democracia acontecer"
O líder do Chega considera que hoje é dia de os portugueses decidirem que país querem para o futuro e insiste que "é uma falta de respeito para com as pessoas" fazer com que tenham de votar nas atuais condições.
Estradas intransitáveis em Arruda dos Vinhos
O mau tempo causou aluimentos que deixaram muitas estradas intransitáveis em Arruda dos Vinhos.
Papa apela à solidariedade para com os afetados pelas tempestades
O papa Leão XIV apelou hoje à solidariedade para com as populações afetadas pelos temporais e inundações em Portugal, Espanha, Marrocos e Itália.
"Rezo pelas populações de Portugal, Marrocos, Espanha, em particular de Grazalema, na Andaluzia, e de Itália meridional, especialmente em Niscemi, Sicília, atingidas por inundações e deslizamentos de terras", declarou o líder da igreja católica na oração do Angelus a partir da janela do Palácio Apostólico, no Vaticano.
O papa apelou às populações para que ajudem e sejam solidárias com os afetados.
"Encorajo as comunidades a continuar unidas e solidárias com a materna proteção da Virgem Maria", concluiu.
As tempestades dos últimos dias com chuvas e vento intensos atingiram diversas regiões de Espanha, como a Andaluzia, onde o município de Grazalema teve que ser completamente evacuado.
Também na ilha italiana da Sicília, a comuna de Niscemi foi afetado por deslizamentos de terras que deixou um bairro inteiro à beira de um abismo criado pelo colapso do terreno.
Aguiar-Branco. "Não é a partir de Lisboa que se adia eleições"
O presidente da Assembleia da República diz concordar com o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que dizia ontem que "votar é um ato de resistência".
Foto: Estela Silva - Lusa
O presidente da Assembleia da república sublinhou a sua confiança nesses autarcas para tomarem a decisão de a votação nesta segunda volta das eleições presidenciais ser ou não levada a cabo.
Caudais do Tejo estabilizam no distrito de Santarém
Os caudais do rio Tejo no distrito de Santarém mantêm-se hoje relativamente estáveis, entre os 6.000 e os 6.500 metros cúbicos por segundo, indicou à Lusa a Proteção Civil de Santarém.
Manuel Jorge Valamatos destacou ainda que o comportamento das ribeiras tem sido particularmente positivo, contribuindo para aliviar a pressão sobre o Tejo e também sobre o Zêzere.
"As ribeiras têm conseguido largar bastante água e diminuir os seus caudais, e isso manifesta-se no Tejo e na junção com o Zêzere", afirmou, sublinhando que este fenómeno ajuda a criar "uma situação mais estável", sobretudo num contexto em que as condições meteorológicas começam a dar sinais de melhoria.
Segundo informações transmitidas pela Agência Portuguesa do Ambiente à estrutura distrital, a chuva deverá diminuir "de forma significativa" ao longo do dia de hoje.
"A tendência é para que se mantenham os níveis das descargas, de forma a que as barragens possam fazer o seu encaixe para dias mais chuvosos que, infelizmente, se avizinham", acrescentou Manuel Jorge Valamatos.
Apesar de o comportamento do Tejo ser, nesta fase, mais favorável do que nos momentos mais críticos da cheia, em que se registaram valores de 8.000 m³/s em Abrantes, no distrito de Santarém continuam a registar-se ocorrências relacionadas com os efeitos acumulados da chuva e da saturação dos solos.
Segundo o responsável da Proteção Civil, existem ainda situações associadas a quedas de árvores e derrocadas, que continuam a exigir acompanhamento permanente das equipas no terreno.
"A situação está mais tranquila, mas temos de estar todos muito atentos e acompanhar a todo o momento", alertou.
O responsável reforçou ainda que a diminuição da chuva será crucial para que ribeiras e barragens recuperem capacidade de armazenamento, contribuindo para estabilizar os caudais do Tejo nas próximas horas.
Nuno Melo recorda momento difícil em que decorre a votação
O presidente do CDS-PP já votou e recorda que o país está a viver um momento difícil devido aos efeitos do mau tempo que tem assolado o território.
Foto: Manuel Fernando Araújo - Lusa
O governante deixou ainda uma palavra de pesar s pela morte do GNR e bombeiro voluntário em Portalegre que morreu no sábado junto ao rio Caia.
Nuno Melo recordou ainda que o próximo presidente da República é também o Comandante Supremo das Forças Armadas, "com quem terei de me relacionar no âmbito das funções enquanto ministro da Defesa, ao longo de todo o meu mandato".
Mariana Leitão fala em dificuldades de deslocação para votar
A líder da Iniciativa Liberal recorda que várias pessoas foram afetadas pelo mau tempo e que poderão ter dificuldade em deslocar-se para votar.
Foto: Andreia Custódio - RTP
E-Redes contabiliza 76 mil clientes sem energia elétrica às 08h00
Cerca de 76 mil clientes da E-Redes no território continental, dos quais 66 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin, continuavam hoje às 08:00 sem abastecimento de eletricidade, segundo a empresa.
No balanço enviado pela E-Redes à agência Lusa regista-se uma descida do total de clientes por alimentar, depois do aumento verificado no sábado, na sequência da passagem da depressão Marta.
Segundo a empresa, às 03:00 de sábado a E-Redes tinha por alimentar cerca de 56 mil clientes na zona da depressão Kristin.
Com o agravamento das condições meteorológicas causadas pela passagem da depressão Marta, às 19:30 de sábado o número subiu para 124 mil clientes sem abastecimento de eletricidade na zona da depressão Kristin e um total de 167 mil clientes em todo o território continental.
Hoje, o número voltou a descer, com um total de 76 mil clientes sem ligação à rede elétrica em todo o país, dos quais 66 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin.
Seguro vota e deixa forte apelo à participação dos eleitores
O candidato presidencial exerceu o seu direito de voto a meio da manhã, deixando de imediato um apelo a uma forte participação nesta segunda volta das eleições presidenciais.
Foto: José Coelho - Lusa
"Nós estamos a eleger o presidente da República para os próxinmos cinco anos - é uma decisão muito importante e o meu apelo é que cada portuguesa e cada português venham votar", sublinhou.
Exército com 1.648 militares em 41 concelhos de 12 distritos
O Exército contabiliza hoje no terreno 1.648 militares distribuídos em 41 concelhos de 12 distritos de Portugal, apoiados por centenas de viaturas e outros equipamentos para ajudar as populações afetadas pelas cheias.
No dia de hoje, "o Exército tem 1.648 militares empenhados, em 12 distritos e 41 municípios, garantindo missões de engenharia, remoção de escombros e limpeza, desobstrução, contenção de caudais, patrulhamento de proximidade, comunicações, energia/iluminação, transportes, apoio sanitário e intervenção psicológica".
Para assegurar esta capacidade "estão mobilizadas 153 viaturas táticas ligeiras, 129 viaturas táticas pesadas, 23 máquinas de engenharia e 15 geradores, bem como módulos de comunicações, complementados por meios preposicionados para emprego rápido sempre que necessário".
Até ao momento, indica o Exército, "o esforço desenvolvido traduziu-se "na proteção e recuperação de habitações, com 207 lonas/telas aplicadas e 64 coberturas reparadas", bem como no restabelecimento de acessos e apoio logístico.
Além disso, foram ainda transportadas 264 toneladas de carga e 362 quilómetros itinerários/estradas abertos e removidas 526 toneladas de escombros, em operações de "recuperação de condições de segurança".
Na nota, o Exército refere que foram igualmente disponibilizadas 1.826 camas, realizadas 773 patrulhas, apoiadas 233 situações de dificuldade social e assegurado apoio de lavandaria, com 1.350 quilogramas de roupa lavada.
"Em operações de resposta imediata, foram também transportadas 500 pessoas, instalados 180 metros de barreiras de contenção e utilizados 10.133 sacos de areia, reforçando a proteção de pessoas e bens nas zonas mais vulneráveis", enumera.
O Exército Português assegura que "continuará a atuar onde for necessário e pelo tempo que se justificar, mantendo capacidades em prontidão e adaptando o dispositivo à evolução da situação no terreno".
Freguesia de Ereira continua isolada com a votação a decorrer com normalidade
O presidente da câmara municipal de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, revelou à RTP que a localidade de Ereira continua isolada e que há mais duas freguesias no concelho que estão sem eletricidade.
No entanto, a votação em Ereira está a decorrer com normalidade porque os boletins de voto já tinham sido enviados antes da subida das águas do Mondego.
Freguesias de oito municípios adiaram a votação e 66 seções de voto foram alteradas
Cerca de 17 freguesias de oito municípios adiaram a segunda volta das eleições para o próximo dia 15, o que corresponde a cerca de 37 mil eleitores que só vão exercer o direito de voto na próxima semana.
Foto: António Cotrim - Lusa
Além disso, 66 locais de voto foram alterados, o que leva a CNE a pedir aos eleitores para de informarem onde se devem deslocar enviando uma mensagem para o número 3838 ou que consultem o site https://www.recenseamento.pt/, onde podem obter toda a informação.
Apenas nos concelhos de Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã a votação foi adiada em todas as seções de voto.
André Wemans confirmou ainda que não problemas com abertura das mesas de voto.
Votos dos consulados com tratamento especial no Funchal
Estes votos não são contabilizados para já, mas apenas na assembleia de apuramento.
Toda a costa com aviso de agitação marítima e dois distritos devido a neve
Toda a faixa costeira de Portugal continental está hoje sob aviso amarelo devido à agitação marítima, com o resto do país sem avisos meteorológicos à exceção de Castelo Branco e Guarda por causa da neve.
De acordo com o `site` do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o país está hoje sem previsões significativas de mau tempo, depois de mais de uma semana a ser assolado por tempestades sucessivas.
A costa ocidental está sob aviso amarelo para agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste que podem atingir de quatro a cinco metros de altura.
Num dia em que a chuva e o vento parecem ter dado tréguas, apenas os distritos de Guarda e Castelo Branco estão sob aviso amarelo, por causa da queda de neve acima de 1.300 metros, com acumulação de cerca de 5 cm acima dos 1.600 metros.
O IPMA alerta para os impactos prováveis, como acumulação e possível formação de gelo, causando interdição ou condicionamento de vias, danos em estruturas ou árvores, e abastecimentos locais prejudicados.
No que respeita às ilhas, os grupos central e ocidental do arquipélago dos Açores estão sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte, sendo que as ilhas do Corvo e das Flores também estão com aviso amarelo para a agitação marítima.
O IPMA alerta ainda para a possibilidade de chuva em todo o país a partir da tarde.
Quanto às temperaturas máximas, devem situar-se entre os 6ºC na Guarda e os 16ºC em Setúbal, Sagres e Faro, ao passo que as mínimas vão oscilar entre os 2ºC na Guarda e os 11ºC em Sagres.
Apesar da considerável melhoria do tempo, 17 barras marítimas continuam hoje fechadas e cinco condicionadas, segundo informação atualizada às 08:20 pela Autoridade Marítima Nacional.
Na zona norte, estão fechadas as barras de Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Póvoa de Varzim e Vila do Conde, enquanto as de Aveiro e Viana do Castelo só permitem a entrada de barcos com comprimento superior a 35 metros e a 30 metros, respetivamente.
Mais abaixo, estão encerradas a toda a navegação as barras do Portinho da Ericeira e São Martinho do Porto.
No Algarve, as barras de Albufeira, Alvor, Vila Real de Santo António, Quarteira, Tavira e Vilamoura estão fechadas a toda a navegação, e as de faro, Olhão e Portimão só autorizam a entrada de barcos com mais de 15 metros.
O arquipélago dos Açores tem fechadas as barras de Santa Cruz da Graciosa (desde 26 de janeiro) e de Rabo de Peixe.
População de Bidoeira de Cima contesta adiamento da votação
Vice-presidente da Câmara de Santarém apela ao voto
Emanuel Campos indicou ao início da manhã que das 80 secções de voto de Santarém apenas duas delas - Reguengo do Alviela e Ribeira de Santarém - estavam encerradas.
Emanuel Campos apontou os resgates, este sábado, da população no Reguengo do Alviela e o facto de a Ribeira de Santarém se encontrar encontra totalmente submersa.
Paulo Raimundo deixa apelo ao voto
O secretário-geral do PCP votou esta manhã em Alhos Vedros, deixando um apelo para que as pessoas exerçam o seu direito nesta segunda volta das eleições presidenciais.
Em Vila Real estão inscritos 49 mil eleitores e a afluência está a ser normal
Na Escola Manoel de Oliveira no Porto várias dezenas de pessoas votaram na 1ª hora
Votação na Cidade Universitária de Lisboa com boa afluência durante a 1ª hora de votação
A reportagem da RTP falou com alguns membros das mesas de voto que afirmaram que a votação está a decorrer com normalidade e explicaram o que os levou a pertencer às mesas de voto.
Na reitoria da Cidade Universitária de Lisboa exercem o direito de voto cerca de sete mil pessoas, o que dá uma média de 1.100 em cada mesa.
Votação decorre com normalidade na freguesia de São Simão de Litém
O presidente da junta de freguesia de São Simão de Litém, no concelho de Pombal, tinha apelado à população para boicotar a segunda volta das eleições. No entanto, as urnas abriram às 8h25 e a votação está a decorrer com normalidade.
Comboios suspensos em vários troços de linhas do Norte até Évora
A circulação ferroviária está com a circulação condicionada nas linhas Norte, Douro, Oeste, Beira Baixa, Cascais e Vendas Novas, devido ao mau tempo que assola o país há mais de uma semana, alertou hoje a Infraestruturas de Portugal.
Numa informação publicada na sua página de Internet às 08:00, a empresa Infraestruturas de Portugal (IP) avisa que, na linha do Norte, a circulação está suspensa entre Alfarelos e Coimbra B, enquanto a linha do Douro está fechada entre a Régua e o Pocinho.
No Oeste, os comboios não estão a circular entre Mafra e Amieira, e na Beira Baixa não fazem a ligação entre Mouriscas e Sarnadas.
Na região da Grande Lisboa, há condicionamentos na linha de Cascais, que está fechada na via ascendente entre Algés e Caxias, e na concordância de Xabregas, que tem a circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e Bifurcação Chelas.
Na linha de Vendas Novas (Évora), não se está a realizar a circulação entre Lavre e Canha.
A IP avisa que os condicionamentos na circulação ferroviária registados em linhas da rede nacional se devem às "condições meteorológicas adversas da última semana, com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos".
"Estas ocorrências estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço", acrescenta.
Água da rede pública da Batalha em condições para consumo humano
A água da rede pública do concelho da Batalha, no distrito de Leiria, que esteve temporariamente imprópria para consumo humano em várias localidades devido às cheias, já está em boas condições, anunciou a Câmara.
"O Município da Batalha informa que, após análises laboratoriais realizadas e validadas, a água da rede pública do concelho encontra-se em boas condições para consumo humano", refere uma publicação nas redes sociais no sábado.
De acordo com a autarquia, "as análises foram efetuadas por laboratórios acreditados e confirmadas pela Saúde Pública de Leiria, não existindo, neste momento, qualquer indicação de restrição ao consumo".
Ainda assim, o município recomenda à população, "em zonas onde tenha ocorrido interrupção do abastecimento ou se a água apresentar ligeira turvação", para "deixar correr a água da torneira durante alguns minutos antes da sua utilização para consumo".
A autarquia vai continuar "a monitorizar permanentemente a qualidade da água", acrescenta.
Na quinta-feira, a água da rede pública esteve temporariamente imprópria para consumo humano em várias localidades do concelho da Batalha, devido às cheias.
Num aviso à população nesse dia, a autarquia alertou que "a água da rede não deve ser utilizada para beber, cozinhar ou higiene oral, até nova comunicação".
Nesse dia, as localidades afetadas eram Golpilheira, Casal Mil Homens, Cividade, Garruchas, Colipo, Alcaidaria, Rio Seco, Celeiro, Casal Quinta, Golfeiros, Cela e Casal Novo.
Gondomar ativa Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil
A Câmara de Gondomar ativou no sábado o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, em resposta à manutenção de condições meteorológicas extremas e ao risco elevado de ocorrência de cheias e inundações no concelho, anunciou hoje o município.
A decisão decorre da declaração da situação de contingência, determinada pelo Despacho do Governo n.º 1532-E/2026, de 7 de fevereiro, que vigora entre as 00:00 do dia 5 de fevereiro de 2026 e as 23:59 do dia 15 de fevereiro de 2026, e que abrange um conjunto alargado de concelhos do país, entre os quais se inclui Gondomar, lê-se no comunicado enviado à Lusa.
A ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil tem como objetivo assegurar uma resposta coordenada, integrada e eficaz de todos os agentes de proteção civil e entidades envolvidas nas operações de prevenção, vigilância, proteção e socorro, permitindo reforçar a prontidão operacional, a mobilização de meios e a articulação institucional a nível municipal.
No âmbito desta ativação, encontram-se mobilizados os serviços municipais, as forças de segurança, os bombeiros, os serviços de proteção civil e as restantes entidades com dever especial de cooperação, em estreita articulação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
O anúncio surge no mesmo dia em que o concelho foi atingido pela depressão Marta e horas depois de o mesmo município, em comunicado, ter alertado para rajadas de 100 km/h, no concelho, entre as 18:00 e as 21:00.
Assembleias de voto abriram em Portugal Continental e na Madeira
As assembleias de voto abriram às 08:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira para a segunda volta das eleições presidenciais, encerrando às 19:00.
Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.
No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura, 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.
António José Seguro, apoiado pelo PS desde a primeira volta e pelos partidos à esquerda depois, surgirá em primeiro lugar no boletim de voto, seguido por André Ventura, presidente do Chega.
O universo eleitoral é idêntido ao das eleições de 18 de janeiro: 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
Na primeira volta da eleição que vai determinar o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa ficaram para trás Luís Marques Mendes, Henrique Gouveia e Melo, Cotrim Figueiredo, António Filipe, Catarina Martins, Jorge Pinto, Humberto Correia, André Pestana e Manuel João Vieira.
António José Seguro e André Ventura medem forças nas urnas em contexto de crise climática
São oito os concelhos que se decidiram por adiamentos - totais ou parciais - da votação para o próximo dia 15 de fevereiro. Decisões que abrangem mais de 31 mil eleitores inscritos.
- Alcácer do Sal adia a votação em todas as seis freguesias;
- Arruda dos Vinhos adia em todas as quatro freguesias;
- Golegã adia em todas as três freguesias;
- Santarém adia a votação em São Vicente do Paúl (secção n.º 3) e Cidade de Santarém (secção n.º 13);
- Rio Maior adia a votação em Alcobertas e Rio Maior (secção n.º 11);
- Leiria adia a votação em Bidoeira de Cima;
- Cartaxo adia a votação em Valada;
- Salvaterra de Magos adia a votação nas secções de voto da freguesia de Salvaterra de Magos.
As decisões de adiamento podem ser consultadas individualmente aqui.
"Em segurança"
"Conhecida a previsão das condições climatéricas para o dia da realização do segundo sufrágio, 8 de fevereiro, através de ofício da Autoridade Nacional da Proteção Civil, com base na previsão do estado do tempo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a Comissão Nacional de Eleições apela a todos os cidadãos eleitores que exerçam o seu direito de voto na eleição do Presidente da República, devendo ser garantida a participação de todos os cidadãos, em segurança", lê-se em comunicado ontem difundido pela CNE.Na mesma nota, a estrutura sublinha que "tem cooperado com todas as entidades envolvidas para que, apesar de circunstâncias adversas em alguns locais, sejam criadas as melhores condições para garantir um exercício de um direito que é fundamental".
"Neste contexto, a CNE recomenda a organização de transportes públicos especiais, na medida do possível, para eleitores que se encontrem em zonas onde a mobilidade possa vir a ser afetada. O transporte deve considerar o referido no Caderno de Apoio à Eleição PR 2026".
"Até à hora da divulgação do presente comunicado, a CNE tomou conhecimento do adiamento da votação em 16 freguesias e 3 assembleias de voto. O total de mesas de voto cujo adiamento está confirmado corresponde a um universo de 31.862 de eleitores inscritos, dos quais uma percentagem já votou antecipadamente. O número total de eleitores inscritos para o segundo sufrágio da eleição do presidente da República é de 11.039.672", prossegue.
"A CNE recomenda ainda que os eleitores confirmem o seu local de voto através do número 3838* ou em www.recenseamento.pt.".
Também no sábado, questionado pelos jornalistas sobre a segunda volta das presidenciais, o primeiro-ministro afirmou ter a "certeza absoluta de que tudo está a ser feito para salvaguardar a segurança e a normalidade do funcionamento desse ato eleitoral".Recorde-se que o Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 de fevereiro para 68 concelhos.
A RTP tem preparada uma emissão especial para o acompanhamento da noite eleitoral com divulgação de projeções da abstenção, às 19h00, e de resultados, às 20h00, apuramento de resultados, reações e discursos das candidaturas e análise política. Telejornal | 7 de fevereiro de 2026
"Vencer a calamidade". Marcelo apela ao voto na segunda volta das presidenciais
Numa declaração ao país, em véspera da segunda volta das eleições presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa começou por agradecer “a todos a resistência, a coragem, a determinação de não ceder, de não desistir, de não largar um centímetro do que é vosso”.
“Hoje, como sempre, falo para todos vós, mas falo em especial para os que perderam familiares e próximos, os que ficaram sem casa ou sem casa sem condições para nela viverem, os que perderam culturas agrícolas, lojas, oficinas, fábricas, os que ficaram dias e noite sem água, luz, telefone, os que viram florestas vergarem, os que sofreram e sofrem cheias imprevisíveis, os que desanimaram, tiveram medo, se sentiram isolados, angustiados ou desesperados”, começou por enumerar o chefe de Estado.
“A todos vós e a todos os que vos têm dado o que podem e não podem agradeço a resistência, a coragem, a determinação de não ceder, de não desistir, de não largar um centímetro do que é vosso”, prosseguiu.
Marcelo assinalou, em seguida, “a resposta dada no dia 1, quatro dias apenas depois da calamidade de 28 de janeiro”: “A vossa resposta foi votarem, votarem em massa e também nas áreas devastadas, também no voto antecipado, tal como há cinco anos foi votarem em pandemia, em todo o país, sem vacinas, com hospitais a transbordarem, com mortes a subirem, com contágios a galoparem”. “Nascemos para resistirmos e resistirmos até vencermos. Somos um país de lutadores. Votar amanhã é como votar na pandemia em estado de emergência, ou agora, quatro dias depois da tragédia”, continuou.
“Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro. Votar amanhã chama-se liberdade. Votar amanhã chama-se democracia. Votar amanhã chama-se, acima de tudo, Portugal”, concluiu o presidente.
Horas antes desta comunicação a partir de Belém, a Comissão Nacional de Eleições apelara já à participação na segunda volta das presidenciais, apesar das previsões de mau tempo, defendendo que fossem facultadas as “melhores condições” para tal.
A CNE sublinhou que “tem cooperado com todas as entidades” no sentido de que “sejam criadas as melhores condições para garantir um exercício de um direito que é fundamental”, mesmo com “circunstâncias adversas em alguns locais”.
A estrutura recomendou a organização de “transportes públicos especiais, na medida do possível, para eleitores que se encontrem em zonas onde a mobilidade possa vir a ser afetada”.
c/ Lusa
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Foto: Carlos M. Almeida - Lusa
Ventura acusa Seguro de "inutilidade, vazio e falta de empatia"
O candidato presidencial diz que manter eleição no domingo é "pôr os votos à frente das pessoas".
"Acho que ontem ficou bem claro a inutilidade e também o vazio mas, sobretudo, a falta de empatia do meu adversário que, perante uma circunstância destas, não tinha nenhuma proposta, nem nenhuma ideia, mas também, sobretudo, usou a frase 'o que é essencial é que as eleições se realizem'. Ou seja, perante a devastação do país, o que é essencial é as eleições, perante a dor das pessoas, o que é mesmo importante é as eleições", ironizou.
André Ventura, que propôs um adiamento geral da segunda das eleições presidenciais para meados de fevereiro, considerou que o posicionamento de António José Seguro "mostra bem a diferença de candidatos e a diferença de projetos para o futuro do país".
O candidato apoiado pelo Chega disse que não chegou a falar com o adversário sobre esta proposta.
"A única coisa que eu ouvi dizer foi que não tem o meu número de telefone e que nunca falou comigo ao telefone. O que já agora, para além de ser falso, ser mentira e de haver todas as provas disso, acho que, sinceramente, só mostra bem, lamento dizê-lo no último dia de campanha, o tipo de Presidente que vamos ter. Quando se mente, descaradamente, em público, perante uma tragédia destas, só para mostrar qualquer espécie de superioridade moral, isto são aqueles momentos que definem o carácter de uma pessoa", afirmou.
O também líder do Chega referiu que falou "durante a noite" com o Presidente da República e que este lhe transmitiu que "não há condições, quer de natureza política, sobretudo de natureza política, para (declarar) o estado de emergência que permitiria adiar o ato eleitoral".
O candidato falava aos jornalistas antes de se reunir com o presidente da Câmara Municipal de Beja, Nuno Palma Ferro, eleito por uma coligação PSD/CDS-PP/IL e que lidera um executivo que inclui um acordo de governação com a CDU.
André Ventura sustentou que a manutenção da votação no domingo é "pôr os votos à frente das pessoas" e manifestou "esperança de que alguma solução seja encontrada".
O candidato antecipou que pode verificar-se uma taxa de abstenção elevada no domingo, "talvez a maior que alguma vez" se registou, e questionou "com que motivação e dignidade vão votar" os eleitores dos municípios que pediram o adiamento, numa altura em que os resultados provisórios já forem conhecidos.
Questionado se propor o adiamento das eleições a nível nacional na reta final da campanha não pode ser desmobilizador, o candidato considerou que "é o contrário" e que "basta olhar para o estado em que o país está e perceber que as pessoas não estão em condições de votar, que as pessoas, que o país, não só fisicamente, do ponto de vista das infraestruturas, como do ponto de vista daquele que deve ser o espírito de um país para votar, estas não são as condições para isso".
Ventura voltou a ser questionado sobre qual o enquadramento jurídico para este adiamento e defendeu que devia ter sido declarado o estado de emergência "perante a calamidade em que o país está".
"Então se houvesse um estado de guerra iríamos continuar a ter eleições?", perguntou.
À pergunta se as duas situações são comparáveis, referiu que "há momentos em que se pode adiar as eleições" e pediu aos jornalistas que "não sejam vazios".
Na quinta-feira, confrontado com a proposta do candidato apoiado pelo Chega, Seguro considerou essencial que as eleições se realizem no domingo, afirmando que só aceitará adiamentos "dentro do quadro legal e constitucional".
"Aquilo que eu considero essencial é que as eleições se realizem e que todos os portugueses possam ter a possibilidade de votar", defendeu o candidato mais votado na primeira volta das presidenciais.
Seguro vai exigir explicações sobre o que falhou nas intempéries
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Foto: José Coelho - Lusa